segunda-feira, 8 de abril de 2013

Buthan




Em butanes, Butão se chama Druk Yul, que significa Reino do Dragão. É um reinado budista (o único do mundo), com aproximadamente 700 mil habitantes. Até 1907, o país era dividido em pequenos feudos ou governos locais, sem um poder central, até que um dos governadores convence a população, outros governadores, aristocracia e clero que a unificação do país em um reino seria o melhor parao futuro. Assim, ele foi corado rei do Butao, dando inicio à dinastia que está no poder até hoje. O atual, e quinto rei do país, assumiu em 2006. Vê-se foto dele e da rainha por todos os lugares.
O Butão, ah o Butão… Paisinho lindo demais! Que achado!!! A experiência começa com um excelente serviço por parte da única Cia aérea que voa por la, a Druk Air. O voo é fantástico, com as montanhas do Himalaia ao lado (ao lado mesmo!), acima das nuvens. O voo entre Kathmandu (capital do Nepal) e Paro, cidade butanesa que abriga o único aeroporto internacional do pais, dura pouco mais de uma hora... Enquanto voamos e nos encantamos com a vista, o piloto vai indicando a terceira montanha mais alta do mundo, a quinta montanha mais alta do mundo, a segunda montanha mais alta do mundo, a setima montanha mias alta do mundo... a vista nos traz algumas reflexoes que passam pela nossa humilde insignificância perante a grandiosidade da mãe Terra.
O pouso em Paro, um dos aeroportos mais difíceis do mundo (apenas 8 pilotos no mundo estão autorizados a pousar e decolar de la), foi tranquilo. O aeroporto (um dos três do pais, mas único internacional) é pequeno, mas aconchegante e com um receptivo excelente! No Butão você tem que ter agência de turismo local para entrar no país, pode até arrumar no aeroporto mesmo, mas eles querem garantir a qualidade do serviço no turismo, e realmente, vale a pena. A cidade é minúscula, 20 mil habitantes, linda, com uma arquitetura diferente de todas as outras que vimos no mundo, cortada pelo rio Paro, super transparente, rasgando o vale...
Visitamos uma casa típica (uma Farm House), com mais de 300 anos, com direito à banho de tina com pedra fervente e comida MARAVILHOSA, feita no fogão de lenha. A comida butanesa é a que têm o gosto mais parecido com a brasileira do dia à dia, tirando, é claro a pimenta! No Butão eles comem pimenta como vegetal mesmo, refogadinha. E haja água! A comida tradicional, além da pimenta, contém arroz vermelho (que eles comem no café da manhã, almoço e jantar), batata e qualquer outro vegetal, o que estiver na época.
Hotel excelente, modesto, mas limpo e justo. Mais uma vez, a hospitalidade, oraganização e simpatia do serviço butanes chamam a atenção.




















Hoje a cultura do país é invadida pela força da Índia, que inunda a televisão, radio e demais meios de cultura do país. Mas algo muito interessante é o fato dos butaneses ficarem comendo o dia todo uma fruta chamada Bitter Nut, que deixa a boca totalmente vermelha. Conta a história que isso evitou que o país fosse invadido algumas vezes, pois quando os conquistadores chegavam viam a população com a boca vermelha (algumas vezes  a saliva escorre da boca mesmo) e pensavam que aquele povo fosse canibal. Experimentamos a tal fruta e é ruim, deixa a boca amarrada e adormecida.
Em relação à cultura, outra coisa que chama a atenção são os penis desenhados por todos os lados, em casas, escolas, cartões postais. O que pensávamos ser alguma maldade, é na verdade desejo de fertilidade, algo sagrado para os butaneses budistas. Alguns penis estão segurados e outros ejaculando. O que pra nós é pornografia inaceitável, para eles é algo normal, corriqueiro e abençoado. (vejam foto de um cartão postal com exemplos das pinturas).











Fomos visitor o Tiger Nest, um templo construído em 1692, que é considerado uma das 10 maravilhas do mundo! Realmente incrível, no meio de um penhasco a 3120m de altitude! Lindo demais! Ele foi construído sobre uma caverna onde o guru Padmasambhava meditou durante 3 anos, 3 meses, 3 semanas, 3 dias e 3 horas.
A trilha é puxada, mas subimos metade do caminho no lombo de um jumentinho! Realmente local mais que abençoado! Que privilégio!





Thimphu é a capital do Nepal e dista cerca de 60 km (1h) de Paro, onde pudemos conhecer mais sobre o modo que a população agrária vive (praticamente todos). Visitamos a escola de artes (simples, com as artes limitadíssimas a figuras de deuses e lendas tradicionais), e sentimos o orgulho que eles têm do pedacinho de terra que possuem e o que ela oferece quanto à fauna, flora, e tradições de seu povo. Fomos conhecer o Takin, aimal tipico do pais, que é exatamente uma mistura de vaca com bode. E é isso que reza a lenda. Diz-se que o “Deus Louco” o criou.

Outra coisa que chama atenção no país é que o “PIB” do país é medido não por indices econômicos, mas pela felicidade, uma espécie de “FIB”.  Sim, no Butão o que importa é a felicidade. Em 1972, o terceiro Rei instituiu o termo Gross National Hapiness em resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu país crescia miseravelmente. Esta criação assinalou o seu compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país, baseada nos valores espirituais budistas. Assim como diversos outros valores morais, o conceito de Felicidade Interna Bruta é mais facilmente entendido a partir de comparações e exemplos do que definido especificamente. Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como objetivo primordial o crescimento económico, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, assim se complementando e reforçando mutuamente.

Para os que se interessaram, VALE MUITO A PENA CONHECER.



domingo, 7 de abril de 2013


Está se tornando cada vez mais insuportável viajar! Meu Deus! Somos todos tratados como homens e mulheres-bombas prestes a cometer o mais novo atentado aéreo mundial. Ok, na Ásia é ainda mais insuportável que em outros lugares (apesar que, no México, sair do avião e ainda no finger encostar da parede de um lado e nossas bagagens do outro e cães farejadores cheirarem todo mundo também não é bacana), mas por aqui realmente as pessoas são mais assustadoras! (neste post vamos soar bem preconceituosos, mas nem um pouco hipócritas, pois foi exatamente isso que descobrimos que nós somos... infelizmente) Barbudos de túnicas, turbantes e cara amarrada são realmente o nosso estereótipo para terrorista! E eles estão em todo lado, e também os chineses com quilos de tecnologias capazes de disparar qualquer coisa a distancia, e indianos magrelos, da cor de burro quando foge escura, com suas sempre presentes jaquetas de couro. 

Com tantas figuras assustadoras (o Glauco e sua barbona vermelha também pode ser um pouco assustador) sobra mesmo pra todo mundo e por isso fomos revistados 5 vezes, repito 5 VEZES, até entrar no avião! Não digo revista tipo raio-x, pois este nem conta, é como se não funcionasse, e infelizmente achamos que no aeroporto do Nepal não funciona mesmo, mas fomos apalpados, vulgo patolados 5 vezes! E, coisa nova, cabines/ escadas para a última revista, de malas e mais patolagem. Olharam para nosso passaporte e nosso cartão de embarque (carimbado e assinado diversas vezes em cada revista) umas 30 vezes: para entrar no aeroporto, para ir pra fila do check-in, no check-in ok, para subir a escada rolante da imigração, na imigração, para ir para a fila do raio-x, no raio-x, para a fila do portão de embarque, para o ônibus, para a escada de acesso ao avião e para a aeromoça ter certeza que somos nós mesmos e vamos sentar no lugar certo! 

Ai a gota d’água foi chegar em HK e duas chines as pequeninas barrarem a passagem de todo mundo pq, pasmem, queriam ver nosso cartão de embarque, no desembarque!!! Eu já no limite do saco e do aperto para o banheiro pergunto desesperada, pq? Pq? PQ?!!! Tá guardado!!! Tá difícil!!! MORAAAAAMOS AQUI!!!!!!! E as pequeninas: “ah, mas temos que ver se vcs não têm conexões!” Não!!! Não temos, e por Deus!!!!! Se tivéssemos e fossemos incapazes de ler placas e sinais luminosos com certeza perguntaríamos!!!!!!!” 

Enfim, depois da constatação de que somos crianças perdidas, analfabetas e ameaças vivas com bombas capazes de se materializarem entre o portão de embarque e a porta do avião vamos contar a nossa viagem maravilhosa!!!