Em butanes, Butão se chama Druk
Yul, que significa Reino do Dragão. É um reinado budista (o único do mundo),
com aproximadamente 700 mil habitantes. Até 1907, o país era dividido em
pequenos feudos ou governos locais, sem um poder central, até que um dos
governadores convence a população, outros governadores, aristocracia e clero
que a unificação do país em um reino seria o melhor parao futuro. Assim, ele
foi corado rei do Butao, dando inicio à dinastia que está no poder até hoje. O
atual, e quinto rei do país, assumiu em 2006. Vê-se foto dele e da rainha por
todos os lugares.
O Butão, ah o Butão… Paisinho
lindo demais! Que achado!!! A experiência começa com um excelente serviço por
parte da única Cia aérea que voa por la, a Druk Air. O voo é fantástico, com as
montanhas do Himalaia ao lado (ao lado mesmo!), acima das nuvens. O voo entre
Kathmandu (capital do Nepal) e Paro, cidade butanesa que abriga o único
aeroporto internacional do pais, dura pouco mais de uma hora... Enquanto voamos
e nos encantamos com a vista, o piloto vai indicando a terceira montanha mais
alta do mundo, a quinta montanha mais alta do mundo, a segunda montanha mais
alta do mundo, a setima montanha mias alta do mundo... a vista nos traz algumas
reflexoes que passam pela nossa humilde insignificância perante a grandiosidade
da mãe Terra.
O pouso em Paro, um dos aeroportos
mais difíceis do mundo (apenas 8 pilotos no mundo estão autorizados a pousar e
decolar de la), foi tranquilo. O aeroporto (um dos três do pais, mas único
internacional) é pequeno, mas aconchegante e com um receptivo excelente! No
Butão você tem que ter agência de turismo local para entrar no país, pode até
arrumar no aeroporto mesmo, mas eles querem garantir a qualidade do serviço no
turismo, e realmente, vale a pena. A cidade é minúscula, 20 mil habitantes,
linda, com uma arquitetura diferente de todas as outras que vimos no mundo,
cortada pelo rio Paro, super transparente, rasgando o vale...
Visitamos uma casa típica (uma
Farm House), com mais de 300 anos, com direito à banho de tina com pedra
fervente e comida MARAVILHOSA, feita no fogão de lenha. A comida butanesa é a
que têm o gosto mais parecido com a brasileira do dia à dia, tirando, é claro a
pimenta! No Butão eles comem pimenta como vegetal mesmo, refogadinha. E haja
água! A comida tradicional, além da pimenta, contém arroz vermelho (que eles
comem no café da manhã, almoço e jantar), batata e qualquer outro vegetal, o
que estiver na época.
Hotel excelente, modesto, mas limpo
e justo. Mais uma vez, a hospitalidade, oraganização e simpatia do serviço
butanes chamam a atenção.
Hoje a cultura do país é invadida
pela força da Índia, que inunda a televisão, radio e demais meios de cultura do
país. Mas algo muito interessante é o fato dos butaneses ficarem comendo o dia
todo uma fruta chamada Bitter Nut, que deixa a boca totalmente vermelha. Conta
a história que isso evitou que o país fosse invadido algumas vezes, pois quando
os conquistadores chegavam viam a população com a boca vermelha (algumas vezes a saliva escorre da boca mesmo) e pensavam
que aquele povo fosse canibal. Experimentamos a tal fruta e é ruim, deixa a
boca amarrada e adormecida.
Em relação à cultura, outra coisa
que chama a atenção são os penis desenhados por todos os lados, em casas,
escolas, cartões postais. O que pensávamos ser alguma maldade, é na verdade
desejo de fertilidade, algo sagrado para os butaneses budistas. Alguns penis
estão segurados e outros ejaculando. O que pra nós é pornografia inaceitável,
para eles é algo normal, corriqueiro e abençoado. (vejam foto de um cartão
postal com exemplos das pinturas).
Fomos visitor o Tiger Nest, um
templo construído em 1692, que é considerado uma das 10 maravilhas do mundo!
Realmente incrível, no meio de um penhasco a 3120m de altitude! Lindo demais! Ele
foi construído sobre uma caverna onde o guru Padmasambhava meditou durante 3 anos, 3 meses, 3
semanas, 3 dias e 3 horas.
A trilha é puxada, mas subimos
metade do caminho no lombo de um jumentinho! Realmente local mais que
abençoado! Que privilégio!
Thimphu é a capital do Nepal e dista
cerca de 60 km (1h) de Paro, onde pudemos conhecer mais sobre o modo que a
população agrária vive (praticamente todos). Visitamos a escola de artes (simples,
com as artes limitadíssimas a figuras de deuses e lendas tradicionais), e
sentimos o orgulho que eles têm do pedacinho de terra que possuem e o que ela
oferece quanto à fauna, flora, e tradições de seu povo. Fomos conhecer o Takin,
aimal tipico do pais, que é exatamente uma mistura de vaca com bode. E é isso
que reza a lenda. Diz-se que o “Deus Louco” o criou.
Outra coisa que chama atenção no país é
que o “PIB” do país é medido não por indices econômicos, mas pela felicidade,
uma espécie de “FIB”. Sim, no Butão o
que importa é a felicidade. Em 1972, o terceiro Rei instituiu o termo Gross
National Hapiness em resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu
país crescia miseravelmente. Esta criação assinalou o seu compromisso de
construir uma economia adaptada à cultura do país, baseada nos valores
espirituais budistas. Assim como diversos outros valores morais, o conceito de
Felicidade Interna Bruta é mais facilmente entendido a partir de comparações e
exemplos do que definido especificamente. Enquanto os modelos tradicionais de
desenvolvimento têm como objetivo primordial o crescimento económico, o
conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de
uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o
desenvolvimento material são simultâneos, assim se complementando e reforçando
mutuamente.
Para os que se interessaram, VALE MUITO
A PENA CONHECER.





