quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Lar doce lar aí vamos nós!
Está chegando o tão esperado momento em que vamos pra nossa casinha! Desta vez até um pouco maior q a casícula anterior. O nosso ninho de amor vai ter a nossa cara com um toque de Ásia que não poderia faltar! Porém, o mais importante é que poderemos, enfim, desfazer as malas. Para quem acompanhou nossa jornada somamos exatos 3 meses de hotel! O que, obviamente, não é algo ruim, mas como sempre pensávamos que a partida seria logo, não desfazemos nenhuma mala! Aqui a mesma coisa, já ficamos peritos nessa bagunça! Mas sábado isso terá fim! Que Deus nos abençoe, cuide da nossa casa e nos afaste de todo o mal e de roupas dentro de mala, amem!
O melhor do melhor por aqui
No final de semana fizemos dois passeios inesquecíveis! Eles representam o que acreditamos ser as melhores atrações de Hong Kong. A visita ao Buda Gigante e a um jardim no meio de Kowloon. Eu realmente não posso falar muito sobre estes passeios porque sempre que alguém vier nos visitar tenho certeza que iremos lá. Então não quero estragar a experiência de ninguém, mas os que infelizmente não virão merecem compartilhar a vista.
O passeio ao Buda Gigante é um passeio para o dia todo, pois além de tudo que envolve o lugar onde está o Buda, ao lado da estação do metrô fica um bom outlet, e com certeza o passeio termina com as compras! (assim como TUDO por aqui, que se resume em compras!)
Depois da aventura, que é andar em um dos maiores teleféricos do mundo com um chão de vidro, chegamos a uma vilazinha construída ao redor de um mosteiro lindo! Já era meio dia e decidimos parar para comer. Nossa mesa ficou simplesmente colada a um palquinho no meio da praça onde logo mais seria apresentado um show sensacional de kung fu. Resultado: as pessoas estravam debaixo do nosso guarda-sol e sentavam nas cadeiras sobressalentes, assim, sem mais nem menos e sem uma palavra (isso te lembra alguma coisa Deia?).
250 degraus ladeira arriba chegamos ao Buda Gigante com seus discípulos oferecendo mimos. Um cenário belíssimo e, tirando o calor, um momento muito especial. Foi bem nos últimos degraus que ouvimos pela primeira vez palavras proferidas na nossa língua mater. Confesso que nem foi tão legal assim, pois tirou nossa liberdade de falar besteira o quanto quiséssemos. Comprei meu chapéu chinês super mega descolado e tive que ficar carregando ele pelo final de todo o caminho, além da parte do outlet completamente lotado! Mas fora isso voltamos com a certeza que percorreremos várias vezes este caminho, e a próxima será na base da caminhada mesmo! Haja!!!!
Domingão achamos um jardim maravilhoso no centro de Kowloon (a parte continental de Hong Kong). Lindo, com um mosteiro absurdamente lindo! A maioria das plantas eram bonsais, grandes, lindos e diversos. Almoçamos no restaurante interno, tradicionalmente vegetariano (sem sal, carne de qualquer espécie e sem gordura!) que alegria! Tenho certeza que nosso paladar vai mudar muito no quesito sal, realmente o ingerimos muito! Mas lá, cercada daquele arroz véio grudado sem gosto só pensava no temperinho caseiro de sal e alho! O jardim é extremamente bem conservado! Óbvio, não se pode fazer nada, nem caminhar pelos caminhos realmente interessantes, nem subir num banquinho pra tirar foto, nem comer ao ar livre, nem pisar na soleira de madeira das portas (nem perguntem como descobrimos estas proibições). Um presentinho de Deus foi poder ver a rara, sagrada e tão famosa flor de Lótus.
Claro que um passeio tão espiritual e sagrado como esse acabaria no shopping (como tudo e sempre aqui...)
sábado, 25 de agosto de 2012
Transporte público
Diferentemente do que muita gente imagina (inclusive nós imaginávamos), o transporte público de Hong Kong é formado por veículos básicos e velhos, e não aqueles trens super modernos, que flutuam no ar, ônibus com design futuristas cheios de mequetrefes e táxis em carroceria de Porsches ou Ferraris.
Porém, nessa primeira semana que estamos aqui, eles parecem extremamente eficientes, tanto em serviço e pontualidade, quanto em limpeza e conservação.
O metro é relativamente pequeno. Relativamente porque se comparado aos EUA ou Inglaterra ou França é pequeníssimo. Todavia, se comparado ao Brasil, é grande. Os trens são bem conservados, limpos, arrumados e bem ventilados. As estações são espaçosas, cheias de informações e práticas. O preço é pago pela distância percorrida e não por trecho. O usuário passa o cartão antes de entrar na estação... quando sai passa novamente e aí sim é debitado o valor correspondente à distância percorrida. Entretanto, o valor é baixo se comparado ao Brasil. Hoje entramos numa estação e fomos até o final da linha, em outra ilha fora de HK. Mais de 30 minutos de metro e pagamos R$ 5,10. Em geral, para andar dentro da ilha paga-se R$ 1,50 ou R$ 2,00.
Os ônibus tem dois andares. São super pontuais. Assim como nos trens, não se pode comer e beber dentro dos veículos, o que ajuda sua limpeza. Há muitos ônibus, mas o sistema é bem organizado. São muitas paradas; eles não ficam muito cheios e por serem dois andares, dificilmente tem gente andando de pé. O preço varia, mas tabém é baixo, custando cerca de R$ 1,50.
Os taxis são uma praga, assim como no Rio de Janeiro (outra coisa que aproxima muito HK e Rio). São vermelho e branco e estão em todos os lugares. A frota é formada por Toyotas bem antigos, mas sempre muito conservados e limpos. Os motoristas em geral falam mal inglês, mas a gente sempre acha uma forma de se entender, mesmo porque são simpáticos e prestativos. As corridas são baratas, talvez um preço mais ou menos como o Rio de Janeiro, talvez um pouco mais barato, e bem longe dos preços de SP, Bsb, POA... dá pra usar sempre sem perder dinheiro.
O ferri é o transporte diário de muitas pessoas que vivem nas ilhas ao redor ou na parte continental (kowloon e new territories), mas é bem antigo pequeno e antiquado se comparado com o do Rio. Os marinheiros se vestem como o Popay e as portas são içadas a mão mesmo, balança muito e é muito pequeno. Não sabemos se são todos assim ou se demos azar, mas não vimos nenhuma balsa grande circular pelo harbour.
Outra forma de transporte público muito interessante são as passarelas (não sei se são transporte público ou atração turística ou utilidade pública, mas ajudam muito o transporte). Praticamente todo o centro de HK é interligado por passarelas suspensas, que atravessam avenidas, entram em lojas, shoppings, bancos... algumas, as mais íngremes, são dotadas de esteira e escadas rolantes para facilitar. Essas passarelas são muito uteis e praticas. Aceleram a mobilidade dos pedestres, esvaziam as ruas, geram mais segurança nas vias, são cobertas (o que para o calor e clima chuvoso de HK é fundamental).
Além disso, apesar do calor, é bem gostoso andar a pé. A cidade é relativamente pequena e há muitas lojas, cafés, restaurantes, pessoas e coisas para ver.
Bom, o mais importante de tudo, se tratando de transporte coletivo é ter em mãos o Octopus card! Diferente do bilhete único em São Paulo, este, além de ônibus, metrô, baldeações e conexões, também é aceito no ferri, na portaria de prédios empresariais, em farmácias, lojas de conveniência, supermercado, resumindo, ele faz de tudo!
Para finalizar só um gostinho desta forma de transporte que experimentamos este sábado...
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Os Chinas - parte 1
Olá queridos do outro lado do mundo. Estivemos um pouco ausentes nestes últimos três dias, pois, além de corrermos muito para comprar móveis, TVs, e descobrir lugares para tais compras, nos silenciamos um pouco com a perda da avozinha do Glauco, dona Isaura, pessoa extremamente cativante e uma das melhores cozinheiras que já conheci, disparado.
Este tempo também nos rendeu uma margem maior de observação dos representantes desta nação tão curiosa. Primeiramente devo esclarecer que colocaremos todos sob o vocativo Chinas, sem distinção de cantoneses e chineses (no futuro se observarmos alguma diferença postamos aqui). Os chinas são sim alguns dos seres mais simpáticos e sorridentes que existem mas, como também tivemos a mesma impressão na Índia, talvez esta seja uma característica dos Asiáticos. Eles têm um jeitinho meio tímido, meio “desculpe se minha existência te incomoda” (sem nenhuma ironia), que os torna geralmente muito gentis. É claro que alguns, especialmente aqueles não satisfeitos com seus empregos, não são tão simpáticos assim. É este tipo de existência (ou talvez a real falta de espaço em suas casas e cidades) que os torna muito pouco expansivos, com movimentos pequenos e controlados. Eu, que mexo pouco os braços para andar e falar, já esbarrei em vários, e eles se irritam muito com isso. Esta atitude de ter sempre os braços perto do corpo pode gerar algo bem estranho que não é tão incomum por aqui: andar com os braços parados! Outro movimento que também deve vir desta vida de contenção e subserviência é sempre entregar algo para alguém com as duas mãos e de cabeça baixa. Parece absurdo isto, mas nós nos certificamos que em 100% das vezes que alguém foi dar algo pra gente o fez sempre com as duas mãos e cabeça baixa, como em uma oferenda para alguém mais importante. (olha que recebemos muuuuitos cartões de visita das diversas lojas que visitamos) Esta humildade é linda, e queria muito que fosse incorporada em mim desde o berço, porque andei treinando isso e parece completamente forçado, exagerado e com um propósito errado. Pois então, geralmente quando um china sorri dá vontade de pedir pelo amor de Deus foque na higiene bucal. Os dentes são horrorosos! Já na Índia chamávamos de “dentes de arenito” (a pedra mais usada por eles nas construções), e aqui é dente de jade. Verde, amarelo, torto, sartando pra fora, Jesus por favor aja na causa! Compramos um pequeno guia da cidade muito engraçado que diz que devemos aprender somente estas 3 coisas em cantonês: 1- bom dia (ainda não aprendi), 2- obrigado (algo como mngantsai) e 3- “Nossa o que você engoliu que parece que algo morreu dentro da sua boca!” kkkkkkk é isso ai! Quando os chinas falam inglês você continua ouvindo cantonês, é impressionante. Às vezes demora um tempo pra processar que a pessoa está falando uma língua que deveríamos compreender e não o impossível idioma deles. Isso cria algumas boas anedotas como esta que o Glauco deixou rolar até o final só para ter um bom motivo pra rir: Eu viro pra garçonete depois que minha comida chegou sem o tão esperado nan (pão indiano): _Hi, can I have some nan TOO? E ela: _TWO? E eu: _Yes! Um tempo depois chegam duas cestas repletas de nan que nem em uns 5 dias conseguiríamos comer. Preciso registrar que o Glauco sabia disso mas não disse nada só para não perder a piada. É que ele também já pagou caro por falar aquele “sim” automático, usado só para facilitar a comunicação, mas estas são outras histórias...
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Independência e Marketing!
Sempre que viajamos para o exterior nos deparamos com algumas perguntas a respeito do que o mundo está perdendo com o desconhecimento da cultura Brasileira. Quantas vezes no meio da tarde queríamos comer alguma coisa de sal, pequena, como o tradicional pão de queijo ou uma coxinha e só havia quiche ou croissant. Ou, na night, quando buscávamos alternativa para o onipresente pop, sedentos por um samba. Definitivamente não existe um país com um produto cultural tão bom e tão pessimamente amador na arte da exportação. Temos grandes autores que o mundo não lê, músicas maravilhosas que o mundo não ouve, comidas que o mundo não saboreia, cores, filmes, design que o mundo desconhece. Óbvio que sempre têm os esquisitos, os colecionadores e garimpadores que buscam o que há de melhor no mundo e volta e meia esbarram no verde e amarelo. Mas o globo inteiro desconhece nosso melhor! E digo isto levando em consideração a inacreditável onda Michel Teló (que obviamente não representa uma boa safra). Não preciso citar EUA pois nada nem ninguém no mundo saberá reproduzir a dominação cultural deste último século, mas diversos outros países, com muito menos a oferecer entendem deste mundo de possibilidade que é a exportação e comercialização da sua cultura. Um dos caminhos mais certeiros é o cinema. Veja a Índia, aqui no oriente ela é absoluta no quesito audiovisual. (nossa TV só pega os canais tradicionais britânicos, vários chineses e uns 2 canais indianos). É impressionante que cidades forjadas pelo dinheiro, sem nenhuma cultura e tradição como Dubai conseguem se vender como experiência imperdível e o Brasil não. Nestes 5 dias aqui fechamos um raciocínio doloroso, que já vínhamos desenvolvendo a tempo (discutimos muito a respeito): o Brasil não é nada nem significa nada para o povão do mundo. Claro que não é algo como Colômbia, Butão ou Namíbia, mas sua relevância é infinitamente aquém de sua posição geopolítica/econômica e de sua riqueza cultural. Espero que depois de 2016 o discurso seja outro, mas existem um milhão de ações possíveis antes disso. Se uma companhia opera um voo saindo de Guarulhos e dispõe de mais de 2.200 opções de entretenimento de mais de 30 países o mínimo exigido é que ela exiba filmes, séries de TV e músicas brasileiras. Hoje na entrada do almoço comi ovo empanado, com trufa negra, aspargos e tapioca. Fiquei empolgadíssima com a ideia de comer tapioca aqui, inclusive grafada exatamente desta forma, e, obviamente, falei com todos, com o garçom, gesticulei, etc etc. Quando chegou a tapioca... era sagu. É isso aí, um pouco reflexiva mas bastante feliz!
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
O que é importante?
O que é importante?
Hoje acordamos super cedo, para variar, quando, umas 8h da manhã soa o alarme de incêndio. A primeira coisa que passa pela nossa cabeça é: ok, isso é uma piada, ou pegadinha, mas o alarme continuava a soar. Olhei para a cara do Glauco, ele olhou pra minha, catou uma bolsa e eu disse: “os passaportes!”. Corri para o cofre, peguei os passaportes, algum dindin que lá havia e apalpei em uma caixinha de joia. Pensei “não essa não, prefiro a outra”, ai peguei a outra mas ai pensei “e aquele relógio, ou aquela outra caixinha”... Enquanto o alarme soava eu pensava numa maneira de descer 16 andares com as minhas malas, ao menos duas, meu computador, minha bolsa, alguns sapatos, minha jaqueta e pelo amor de Deus meu creme de cabelo blá blá blá, que é o que está salvando. Olhávamos um para a cara do outro ainda sem acreditar que isto estava acontecendo, eu desesperada pensando em tudo que ficava pra trás... então o alarme parou. Já estávamos com a mão na maçaneta cada um somente com uma bolsinha depois de um dos exercícios mais difíceis para o ser humano: o que é importante? Acho que todo o meu dia hoje será preenchido por esta pergunta. Sei que na sociedade em que vivemos será sempre os documentos, nossa necessidade absurda de nos identificarmos, e um bom cartão de crédito. Mas e as fotos, as lembranças, os santinhos, alguns livros de cabeceira com dedicatórias insubstituíveis, itens que temos muito carinho, e afins? Cheguei a duas conclusões, por enquanto: 1- muuuuuito difícil lidar com evacuações imediatas. 2- leve seu ipod, ou ipad, ou computador, as lembranças estão todas lá, ou melhor ainda, coloque tudo na nuvem! Ah, e quanto ao alarme, depois que eu desci todos os andares do mundo de escada descobri que aparentemente devia ser só alguém cozinhando!
Hoje acordamos super cedo, para variar, quando, umas 8h da manhã soa o alarme de incêndio. A primeira coisa que passa pela nossa cabeça é: ok, isso é uma piada, ou pegadinha, mas o alarme continuava a soar. Olhei para a cara do Glauco, ele olhou pra minha, catou uma bolsa e eu disse: “os passaportes!”. Corri para o cofre, peguei os passaportes, algum dindin que lá havia e apalpei em uma caixinha de joia. Pensei “não essa não, prefiro a outra”, ai peguei a outra mas ai pensei “e aquele relógio, ou aquela outra caixinha”... Enquanto o alarme soava eu pensava numa maneira de descer 16 andares com as minhas malas, ao menos duas, meu computador, minha bolsa, alguns sapatos, minha jaqueta e pelo amor de Deus meu creme de cabelo blá blá blá, que é o que está salvando. Olhávamos um para a cara do outro ainda sem acreditar que isto estava acontecendo, eu desesperada pensando em tudo que ficava pra trás... então o alarme parou. Já estávamos com a mão na maçaneta cada um somente com uma bolsinha depois de um dos exercícios mais difíceis para o ser humano: o que é importante? Acho que todo o meu dia hoje será preenchido por esta pergunta. Sei que na sociedade em que vivemos será sempre os documentos, nossa necessidade absurda de nos identificarmos, e um bom cartão de crédito. Mas e as fotos, as lembranças, os santinhos, alguns livros de cabeceira com dedicatórias insubstituíveis, itens que temos muito carinho, e afins? Cheguei a duas conclusões, por enquanto: 1- muuuuuito difícil lidar com evacuações imediatas. 2- leve seu ipod, ou ipad, ou computador, as lembranças estão todas lá, ou melhor ainda, coloque tudo na nuvem! Ah, e quanto ao alarme, depois que eu desci todos os andares do mundo de escada descobri que aparentemente devia ser só alguém cozinhando!
domingo, 19 de agosto de 2012
Purificação
Sem querer topamos com um templo bem lindo na rua de antiguidades. Acredito que seja budista, mas realmente não sei por que não vimos nenhum Buda lá, só aquelas figuras chinesas com barbas muito longas e rosto muito bravo. Foi interessante o segundo átrio do templo, que estava no meio de uma cerimônia, com pessoas cantando e um velinho tocando percussão. Além de diversas oferendas de alimentos (frutas e vegetais) o que mais tem lá são os incensos. No vídeo e nas fotos vocês poderão ver grandes espirais que ficam pendurados no teto, são grandes rolos de incenso (tipo a versão gigante daquele antigo repelente). O mais engraçado é que existe uma placa dizendo pra se tomar cuidado com as cinzas/brasas que caem nas nossas cabeças, mas não existe nenhum outro lugar em isso em cima, logo, acreditamos que tomar cuidado é só rezar para não ser queimado. Eles não acendem velas, acendem incensos, e são gratuitos, vocês pode pegar quantos quiser (inclusive vimos pessoas que buscavam muuuuuuuuita purificação). Acendemos alguns buscando purificação para nosso novo lar, e nossa nova vida e o momento alto pra mim foi quando fiz uma doação e pude tocar o tamborzão, assim como em Memórias de uma Gueixa.
vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=WyUBnIfZNFA&feature=youtu.be
Seafood
Hoje fizemos um passeio mais perto da ponta da ilha. Não sabemos os nomes ainda, mas aparentemente foi por onde os ingleses tomaram a cidade. É lá que fica o Western Market, de arquitetura bem britânica com tijolos aparentes, bem pequeno. O passeio envolve uma caminhada pela rua de frutos do mar secos. Lá eles vendem todos os tipos de coisas desidratadas e salgadas. Alguns bem caros. E as pessoas compram mesmo. Nós achamos bizarro. Ah, inclusive tem ate barbatana de tubarão seca. Hilário foram os peixes expostos na cerca da prefeitura. Depois perambulamos mais um pouco, com um calor absurdo. Hoje o céu estava completamente aberto, com o sol rachando a molera. Chegou uma hora que ficou impraticável, tivemos que sentar e beber algo refrescante. Passamos por um templo, muito lindinho (terá uma postagem só pra ele amanhã) e chegamos à rua dos antiquários. Esta rua fica ao lado do hotel e queremos visitá-la milhões de vezes. É de lá que sairá nossos artefatos da dinastia Ming. Para arrematar este dia de seafood nosso cardápio de almoço foi só isso: (graças a Deus, pois era tudo geladinho e tava muito quente) ostra, ceviche de salmão, caranguejo, camarão enoorme, mechilião e lesmas deliciosas; todos dentro de suas respectivas casinhas!
sábado, 18 de agosto de 2012
Comida
Ainda não encaramos o chinesão mesmo... acho que faremos isto amanhã. Por enquanto almoçamos num japonês, muito bom, e dormimos a tarde inteira! (isto porque depois de andarmos sem rumo, completamente perdidos aparecemos no meio da tarde ao lado da placa Fiorucci. Ai não pudemos evitar de passar no hotel e tomar um banho e... dormidinha.
Bem, as fotos dizem tudo! Reparem na comida totalmente não embalada, solta no frízer. Olhem o pé de galinha se equilibrando na bandeja... ou na ligua exposta na vitrine ao lado da minha língua! Ah, e as comidas prontas, os biscoitinhos embalados adivinhem: nada em inglês!
Primeiras Impressões
No post anterior não colocamos sobre o calor de Dubai. Esta foi a primeira vez que pisamos fora do ar condicionado do aeroporto (que quase não dá conta, mas ajuda muuuuito). A água para lavar as mãos e dos bebedouros é quente, naturalmente quente, e já dava indícios do que iríamos encontrar. Eram mais de 3 horas da madrugada quando abriram as portas do inferno. Meu Jesus como é calor, um calor denso, abafado que aumentou muito minha compaixão pelas mulheres de burca, pois este calor ataca diretamente o preto, a roupa preta, e cola nela como se andássemos com um ferro passando a roupa o tempo todo.
Dito isto vamos para o calor de Hong Kong. Muito, muito quente, menos que Dubai (pois nada se equipara a Dubai, talvez somente Governador Valadares), mas muito úmido. O suor é fato e inevitável. O bigode vai brotar, mas, como no Rio, sempre entramos em algum lugar com ar condicionado e secamos novamente. E assim vai, ao longo do dia suamos e secamos umas 40 vezes.
Ontem à noite saímos depois de uma dormidinha de 5min (das 18h20 as 23h) em busca de comida. Descemos nossa rua extremamente mal encarada à noite, com várias barraquinnhas tampadas com lona, dobramos uma esquina e achamos a Lapa! Sim, aqui é mesmo a cidade gêmea do Rio (tirando toda a tecnologia, transportes urbanos e passarelas superiores, etc). Logo depois da placa da não-extinta Fiorucci, avistamos vários bares, restaurante, com pessoas de todas as cores, formas e roupas passeando. Vimos mulheres com vestidos tão curto que tinham uma calcinha gigante à mostra (é pai, a moda voltou). Plataformas que Carmem Miranda invejaria, homens bem arrumados, garotos com óculos sem lentes e pessoas vestidas de cartoon. Fizemos hora e acabamos comendo um delicioso algo quente de massa arroz gosmenta com porco e camarão. (é Gus... já era).
Hoje, durante nossa caminhada diurna pudemos observar algumas falácias sobre esta terra. Não, eles não falam inglês. Já tínhamos experimentado esta sensação com uma outra colônia britânica que visitamos mas realmente acreditávamos que aqui fosse diferente. Os mais velhos então, desiste, impossível até pedir informação. O lance mesmo é começar o curso básico de Cantonês. O meu novo celular já ajuda um pouco, visto que todos os números têm estes fatídicos desenhos. Outra falácia é que aqui tudo é mais barato... bem, o ching ling é mais barato! Isso sim! Na verdade comida é caro, tipo o Brasil. Em alguns itens caros, como relógio e canetas, pudemos fazer uma comparação e em média aqui tem uns 20% de desconto do Brasil, mas nada absurdamente dado. Tomara que isto tudo seja mesmo só primeira impressão.
Ah, e os dentes... estes só Jesus na causa mesmo!!!
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Wellcome
Despedir dos entes queridos sempre é a pior parte. E sabemos que para eles é pior ainda. Nós temos o brilho nos olhos dos grandes descobridores, daqueles que se lançam à coisa nova, ao desconhecido e ao acaso, eles têm vazio e saudade. Bom, mas para aqueles que acompanharam nossa história tivemos vários ensaios de despedidas, e ficamos craques no assunto. Depois do adeus sempre vem um curva, que impede a visão e nos separa do chão tantas vezes pisado. Ficamos de costas para o passado e de peito aberto para o futuro, ou seja, para o carinha do raio-x. Sorte que já somos profissionais nesta área e como tais detestamos amadores. Desta vez foi tranquilo, tirando a calcinha que pulou da mochila do Glauco, quando foi tirar o computador.
Classe executiva da Emirates é algo que faz toda a diferença na vida da pessoa. 14 horas de voo e a gente não sai com a cadeira acoplada na coluna, cheio de dores e mal estar, até porque tem massagem na cadeira para o corpo todo, hehehe. Eu me equivoquei, disse que eram 220 canais de entretenimento... tolinha... 2.200 canais de entretenimento, isso sim! Todos o filmes que você imagina, de diversas nacionalidades, estreias, clássicos, vários seriados, jogos, músicas sensacionais, enfim, dava dó de dormir. A viagem começa com velvet clicot, e termina com bombons godiva, com direito a nécessaire Bulgari e um cardápio incrível! (bem, o cardápio incrível foi no voo SP- Dubai, mas de Dubai para HK eu só me dei mal, peguei aquelas comidas esquisitassas do oriente, cheias de condimento, pimenta, cardamomo...).
O aeroporto de Dubai é, sem dúvida o lugar com a maior diversidade de povos, etnias, caras de todos os tipos e roupas de todas as crenças do mundo. Lá caminham árabes de terno bem vestido e suas mulheres riquíssimas tipo O Clone, homens de roupa branca e turbante tipo do Caçador de Pipas (medo!), indianos com trajes típicos e suas mulheres multicoloridas e adornadas, ou super trabalhadas nas grandes maisons, vários americanos malvestidos, europeus bem vestidos demais (Ele é gay ou é europeu?), negros com suas vestes de reis africanos, ou camuflados na suas sempre presentes jaquetas de couro. Mulheres de burca só com um filete no olho e, é claro, mulheres sem noção, como nossa chilena companheira de viagem com biquíni, abada e o pulpo da bunda de fora, cujas filhas, (filhas?) transformaram nosso pouso num inferno!
Ainda hoje existe um choque entre oriente e ocidente. É muito difícil para nós ver homens de saia andando de mãos dadas, ou uma família bizarra onde todas as 6 filhas se vestiam exatamente iguais e os dois meninos também. Bom, nosso voo Dubai-HK foi em um avião bem mais modesto e tivemos embarque remoto, remoto não, viagem! Mais de 15 min no ônibus e andamos o equivalente a umas 6 voltas no aeroporto de Brasília entre terminais 1 e 2. Pensei que chegaríamos de ônibus mesmo no nosso destino final. Depois de uma sessão divertidíssima com os três patetas, minhas comidas bizarras, pousamos na terra que nos abrigará neste ano. E que aeroporto! Igualzinho Guarulhos, nossa, dá até uma vergonha profunda do que temos no Brasil.
Nove malas depois, todas extremamente pesadas nos encontramos com o nosso receptivo. Wellcome to Hong Kong!
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