sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Wellcome
Despedir dos entes queridos sempre é a pior parte. E sabemos que para eles é pior ainda. Nós temos o brilho nos olhos dos grandes descobridores, daqueles que se lançam à coisa nova, ao desconhecido e ao acaso, eles têm vazio e saudade. Bom, mas para aqueles que acompanharam nossa história tivemos vários ensaios de despedidas, e ficamos craques no assunto. Depois do adeus sempre vem um curva, que impede a visão e nos separa do chão tantas vezes pisado. Ficamos de costas para o passado e de peito aberto para o futuro, ou seja, para o carinha do raio-x. Sorte que já somos profissionais nesta área e como tais detestamos amadores. Desta vez foi tranquilo, tirando a calcinha que pulou da mochila do Glauco, quando foi tirar o computador.
Classe executiva da Emirates é algo que faz toda a diferença na vida da pessoa. 14 horas de voo e a gente não sai com a cadeira acoplada na coluna, cheio de dores e mal estar, até porque tem massagem na cadeira para o corpo todo, hehehe. Eu me equivoquei, disse que eram 220 canais de entretenimento... tolinha... 2.200 canais de entretenimento, isso sim! Todos o filmes que você imagina, de diversas nacionalidades, estreias, clássicos, vários seriados, jogos, músicas sensacionais, enfim, dava dó de dormir. A viagem começa com velvet clicot, e termina com bombons godiva, com direito a nécessaire Bulgari e um cardápio incrível! (bem, o cardápio incrível foi no voo SP- Dubai, mas de Dubai para HK eu só me dei mal, peguei aquelas comidas esquisitassas do oriente, cheias de condimento, pimenta, cardamomo...).
O aeroporto de Dubai é, sem dúvida o lugar com a maior diversidade de povos, etnias, caras de todos os tipos e roupas de todas as crenças do mundo. Lá caminham árabes de terno bem vestido e suas mulheres riquíssimas tipo O Clone, homens de roupa branca e turbante tipo do Caçador de Pipas (medo!), indianos com trajes típicos e suas mulheres multicoloridas e adornadas, ou super trabalhadas nas grandes maisons, vários americanos malvestidos, europeus bem vestidos demais (Ele é gay ou é europeu?), negros com suas vestes de reis africanos, ou camuflados na suas sempre presentes jaquetas de couro. Mulheres de burca só com um filete no olho e, é claro, mulheres sem noção, como nossa chilena companheira de viagem com biquíni, abada e o pulpo da bunda de fora, cujas filhas, (filhas?) transformaram nosso pouso num inferno!
Ainda hoje existe um choque entre oriente e ocidente. É muito difícil para nós ver homens de saia andando de mãos dadas, ou uma família bizarra onde todas as 6 filhas se vestiam exatamente iguais e os dois meninos também. Bom, nosso voo Dubai-HK foi em um avião bem mais modesto e tivemos embarque remoto, remoto não, viagem! Mais de 15 min no ônibus e andamos o equivalente a umas 6 voltas no aeroporto de Brasília entre terminais 1 e 2. Pensei que chegaríamos de ônibus mesmo no nosso destino final. Depois de uma sessão divertidíssima com os três patetas, minhas comidas bizarras, pousamos na terra que nos abrigará neste ano. E que aeroporto! Igualzinho Guarulhos, nossa, dá até uma vergonha profunda do que temos no Brasil.
Nove malas depois, todas extremamente pesadas nos encontramos com o nosso receptivo. Wellcome to Hong Kong!
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Adorei ler tudo ,ri demais da situação da calcinha com o Glauco.bjs tia Edna
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