Sempre que viajamos para o exterior nos deparamos com algumas perguntas a respeito do que o mundo está perdendo com o desconhecimento da cultura Brasileira. Quantas vezes no meio da tarde queríamos comer alguma coisa de sal, pequena, como o tradicional pão de queijo ou uma coxinha e só havia quiche ou croissant. Ou, na night, quando buscávamos alternativa para o onipresente pop, sedentos por um samba. Definitivamente não existe um país com um produto cultural tão bom e tão pessimamente amador na arte da exportação. Temos grandes autores que o mundo não lê, músicas maravilhosas que o mundo não ouve, comidas que o mundo não saboreia, cores, filmes, design que o mundo desconhece. Óbvio que sempre têm os esquisitos, os colecionadores e garimpadores que buscam o que há de melhor no mundo e volta e meia esbarram no verde e amarelo. Mas o globo inteiro desconhece nosso melhor! E digo isto levando em consideração a inacreditável onda Michel Teló (que obviamente não representa uma boa safra). Não preciso citar EUA pois nada nem ninguém no mundo saberá reproduzir a dominação cultural deste último século, mas diversos outros países, com muito menos a oferecer entendem deste mundo de possibilidade que é a exportação e comercialização da sua cultura. Um dos caminhos mais certeiros é o cinema. Veja a Índia, aqui no oriente ela é absoluta no quesito audiovisual. (nossa TV só pega os canais tradicionais britânicos, vários chineses e uns 2 canais indianos). É impressionante que cidades forjadas pelo dinheiro, sem nenhuma cultura e tradição como Dubai conseguem se vender como experiência imperdível e o Brasil não. Nestes 5 dias aqui fechamos um raciocínio doloroso, que já vínhamos desenvolvendo a tempo (discutimos muito a respeito): o Brasil não é nada nem significa nada para o povão do mundo. Claro que não é algo como Colômbia, Butão ou Namíbia, mas sua relevância é infinitamente aquém de sua posição geopolítica/econômica e de sua riqueza cultural. Espero que depois de 2016 o discurso seja outro, mas existem um milhão de ações possíveis antes disso. Se uma companhia opera um voo saindo de Guarulhos e dispõe de mais de 2.200 opções de entretenimento de mais de 30 países o mínimo exigido é que ela exiba filmes, séries de TV e músicas brasileiras. Hoje na entrada do almoço comi ovo empanado, com trufa negra, aspargos e tapioca. Fiquei empolgadíssima com a ideia de comer tapioca aqui, inclusive grafada exatamente desta forma, e, obviamente, falei com todos, com o garçom, gesticulei, etc etc. Quando chegou a tapioca... era sagu. É isso aí, um pouco reflexiva mas bastante feliz!
Graziela, tai uma oportunidade de você e o Glauco ajudar o nosso País a 'vender' a cultura para esse povo. Como falou os EU são os melhores nesse ítem,e quem exporta cultura abre as portas para outros produtos. A APEX cuida disso no Brasili, mas pelo visto é muito incompetente. Beijos e saude.
ResponderExcluirEloi
voce como publicitária, ótima em marketing, cheia de idéias maravilhosas, com saúde e muita vontade de trabalhar, pode investir nesta idéia e divulgar nosso maravilhosos e econdido país. beijos
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