Diferentemente do que muita gente imagina (inclusive nós imaginávamos), o transporte público de Hong Kong é formado por veículos básicos e velhos, e não aqueles trens super modernos, que flutuam no ar, ônibus com design futuristas cheios de mequetrefes e táxis em carroceria de Porsches ou Ferraris.
Porém, nessa primeira semana que estamos aqui, eles parecem extremamente eficientes, tanto em serviço e pontualidade, quanto em limpeza e conservação.
O metro é relativamente pequeno. Relativamente porque se comparado aos EUA ou Inglaterra ou França é pequeníssimo. Todavia, se comparado ao Brasil, é grande. Os trens são bem conservados, limpos, arrumados e bem ventilados. As estações são espaçosas, cheias de informações e práticas. O preço é pago pela distância percorrida e não por trecho. O usuário passa o cartão antes de entrar na estação... quando sai passa novamente e aí sim é debitado o valor correspondente à distância percorrida. Entretanto, o valor é baixo se comparado ao Brasil. Hoje entramos numa estação e fomos até o final da linha, em outra ilha fora de HK. Mais de 30 minutos de metro e pagamos R$ 5,10. Em geral, para andar dentro da ilha paga-se R$ 1,50 ou R$ 2,00.
Os ônibus tem dois andares. São super pontuais. Assim como nos trens, não se pode comer e beber dentro dos veículos, o que ajuda sua limpeza. Há muitos ônibus, mas o sistema é bem organizado. São muitas paradas; eles não ficam muito cheios e por serem dois andares, dificilmente tem gente andando de pé. O preço varia, mas tabém é baixo, custando cerca de R$ 1,50.
Os taxis são uma praga, assim como no Rio de Janeiro (outra coisa que aproxima muito HK e Rio). São vermelho e branco e estão em todos os lugares. A frota é formada por Toyotas bem antigos, mas sempre muito conservados e limpos. Os motoristas em geral falam mal inglês, mas a gente sempre acha uma forma de se entender, mesmo porque são simpáticos e prestativos. As corridas são baratas, talvez um preço mais ou menos como o Rio de Janeiro, talvez um pouco mais barato, e bem longe dos preços de SP, Bsb, POA... dá pra usar sempre sem perder dinheiro.
O ferri é o transporte diário de muitas pessoas que vivem nas ilhas ao redor ou na parte continental (kowloon e new territories), mas é bem antigo pequeno e antiquado se comparado com o do Rio. Os marinheiros se vestem como o Popay e as portas são içadas a mão mesmo, balança muito e é muito pequeno. Não sabemos se são todos assim ou se demos azar, mas não vimos nenhuma balsa grande circular pelo harbour.
Outra forma de transporte público muito interessante são as passarelas (não sei se são transporte público ou atração turística ou utilidade pública, mas ajudam muito o transporte). Praticamente todo o centro de HK é interligado por passarelas suspensas, que atravessam avenidas, entram em lojas, shoppings, bancos... algumas, as mais íngremes, são dotadas de esteira e escadas rolantes para facilitar. Essas passarelas são muito uteis e praticas. Aceleram a mobilidade dos pedestres, esvaziam as ruas, geram mais segurança nas vias, são cobertas (o que para o calor e clima chuvoso de HK é fundamental).
Além disso, apesar do calor, é bem gostoso andar a pé. A cidade é relativamente pequena e há muitas lojas, cafés, restaurantes, pessoas e coisas para ver.
Bom, o mais importante de tudo, se tratando de transporte coletivo é ter em mãos o Octopus card! Diferente do bilhete único em São Paulo, este, além de ônibus, metrô, baldeações e conexões, também é aceito no ferri, na portaria de prédios empresariais, em farmácias, lojas de conveniência, supermercado, resumindo, ele faz de tudo!
Para finalizar só um gostinho desta forma de transporte que experimentamos este sábado...
Estamos adorando... estou meio insegura com esse teleferico, mas vamos lá!! bjos com saudades!! Nós 4!! (Eu, Dú, Aimée e Aisha)
ResponderExcluirEsse teleférico da foto lembra é o Pão de Açucar. Quanto ao sitema de transporte é bom lembrar que para a copa nossos transportes estarão funcionando perfeitamente. (vai que cola?)
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